quinta-feira, 2 de junho de 2011

Comentários sobre a 2a avaliação parcial

Queridos,


Como prometido, passo em seguida a fazer algumas ponderações sobre o que me pareceu problemático nas abordagens das respostas às questões da 2a avaliação parcial, a partir de uma observação sobre aquilo que me pareceu mais freqüente como limitação da compreensão dos temas da unidade nas respostas de cada um. Desta vez, farei comentários, levando em conta estas percepções gerais, tratando-as a partir de cada uma das questões.


No caso da primeira questão, faltou a quase todas as respostas uma articulação mais precisa entre a noção das modalidades da compreensão (inferência e compreensão textual) e os tipos de concepção sobre o signo a que cada uma delas dá nascença: os textos de Guinzburg e Volli não tratam dso signos diretamente, mas é evidente que as modalidades da compreensão que ambos abordam estão conectadas, de algum modo ao menos, com os conceitos de signo que caracterizam as vertentes lógicas e linguísticas. 


Na maior parte das respostas, faltou esta correlação, sendo que nelas identifiquei uma preferência por se manter apriosionada a argumentação nas linhas expressas dos dois textos (Volli e Guinzburg). A questão pedia algo mais, basta ler o enunciado dela novamente.


Na segunda questão, também foram relativamente poucos os que exploraram a proximidade entre a passagem do texto de Peirce e os princípios do signo linguístico, em Saussre: de maneira geral, as respostas versavam longamente sobre as idéias de Peirce sobre o signo, esquecendo-se de avaliar o que Peirce estava afirmando na passagem que consta da questão da prova (o que era algo mais específico e relativamente conectado com certas idéias saussureanas sobre o modo de funcionamento dos signos linguísticos).


Na terceira questão, novamente houve uma oscilação (típica das respostas às questões de viés mais analítico) entre um exercício puramente impressionista de análise, sem qualquer recurso àquilo que se falou nas aulas ou nos textos da unidade, ou então soterrou-se o anúncio sob uma barragem de referências às idéias da unidade, mas sem qualquer articulação mais precisa com o produto propriamente dito. Como dixem os antigos, neste tipo de questão a virtude está "no meio do caminho", entre a paixão completa pelos textos ou o exercício livre e extremado das próprias impressões.


É isto, então. Espero que estas observações ajudem no desenvolvimento das respostas, mais adiante.


Ad,


Benjamim

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